quarta-feira, 22 de maio de 2013


6. Algas como Produtores Primário
As algas são produtores primários nos ambientes onde ocorrem e servem de base para a cadeia trófica nesses ambientes. É comum separa-las em macro e microalgas, distinguem-se a partir da quantidade de células, onde as microalgas são geralmente unicelulares, por tanto microscópicas e as macroalgas são multicelulares visíveis a olho nu.
Ao grupo das macroalgas pertencem as Chlorophytas, Phaeophytas e Rhodophytas, que são encontradas em ambientes costeiros, onde há muita presença de luminosidade e abundância de nutrientes. Algumas espécies podem eventualmente ser arrancadas de seus substratos devido as marés indo pararem nas praias, constituindo o que se denomina algas arribadas, dentre estas costuma-se destacar o Sargassum spp e a Ulva ssp, pela grande massa biomassa apresentada.
O excesso dessa biomassa pode ser o reflexo da eutrofização dos ambientes, causada pela interferência humana, quando se despeja esgotos domésticos diretamente no mar. Tal excesso de nutrientes inorgânicos, é utilizado na realização da fotossíntese e desta forma essas algas apresentarão maior atividade fotossintética.
Há muitos anos, a produção de biomassa a partir das macroalgas, vem sendo uma atividade de grande potencial para a produção de alimentos humanos e, às indústrias alimentícias, cosméticas e farmacêuticas, com a obtenção de Agar, carragenana e alginatos. Outra utilidade importante, é a utilização como adubo, como por exemplo, tem-se a o uso do Sargaço Sargassum spp) como adubo em plantação de coco na Bahia (Braga 2000). Em muitas regiões temperadas do hemisfério norte, o Kelp é colhido devida a riqueza de suas cinzas em sais de sódio e potássio e, por isso, é valorizado em processos industriais. Kelp também é colhido regionalmente e usado diretamente como fertilizante. (Raven; Evert & Eichhron, 2001).

                                            
                                    
7. Algas como Fertilizantes
Um fertilizante natural produzido a partir de algas marinhas é uma novidade, trata-se do Acadian, produto distribuído no nordeste, que é feito a base da alga marinha Ascophyllum nodosum, uma das espécies mais pesquisadas no mundo para fins agrícolas.
Ocorrendo apenas no Atlântico norte, mas precisamente no Canadá, a espécie é coletada em barcos, em uma época em que os pescadores nativos não podem efetuar a pesca por causa do frio. A planta possui determinados hormônios, responsáveis pela sua sobrevivência em meios às diversas condições climáticas, as algas passam parte dessas características para plantas cultivadas, gerando benefícios como a diminuição do estresse, aumentando assim a estabilidade e produtividade.

7.1 Fertilizante marinho
O uso de algas calcárias como adubo em lavouras de cana, pode elevar a produtividade em até 50%. Pode estar no fundo do mar a solução para o Brasil elevar em até 50% sua produção de açúcar e etanol, sem que seja necessário plantar nem um metro quadrado a mais de cana-de-açúcar. Os granulados bioclásticos são areias e cascalhos, constituídos principalmente por algas marinhas da família Corallinaceae, cuja espécie mas conhecida e do gênero Linthoamninm, precipitam magnésio em suas paredes celulares, além do carbonato de cálcio num volume de concentração em seu corpo maior do que qualquer outro organismo vivo.


7.2 Medicina                                                
As algas são utilizadas como antibióticos, vermífugos e anestésicos no controle de hipertensão, diarreia, tosse e asma (como constituintes de xaropes). Espécie do gênero Laminaria, são usadas no combate ao inchaço da tireoide e como substancia anticoagulante, a Digenia simples é utilizada como anti-helmíntico e a Phycocyaninis no combate à tumores. O Agar proveniente das Rhodophytas tem poder relaxante.

7.3 Meio Ambiente 
As algas são de suma importância por serem bioindicadoras de ambientes contaminados, (para futura despoluição), já que são bioacumuladores, além de acumularem substâncias minerais, acumulam também metais pesados, podendo transmitir esses metais para os outros níveis de cadeia alimentar, sendo prejudiciais à saúde de seus consumidores.
Seus aspectos negativos no ambiente e na saúde incluem também a produção de toxinas, alergias, difíceis digestão, além de que sua grande proliferação causa excesso de sais na água.

8. Associações Simbióticas
A simbiose é um tipo de relação entre dois organismos em que ambos se beneficiam, considerando as algas, o exemplo disso são os liquens, sendo associações simbióticas de mutualismo entre fungos e algas. Nela, a alga produz, por meio de fotossíntese, o alimento necessário para sustentar tanto ela mesma quanto o fungo associado a ela, enquanto o fungo lhe dá água e sais minerais, para nutri-la e ajudar na ocorrência do processo de fotossíntese.
O talo do líquen se apresenta de quatro formas:
1.Folhoso: sendo estratificado com muitas camadas diferenciadas e fácil de ser removido do substrato.
2.Gelatinoso: variação do talo folhoso com consistência gelatinoso.
3.Crostoso: assemelha-se ao folhoso, mas aderindo-se fortemente ao substrato.
4. Fruticoso: com aspecto arborescente, estruturalmente estratificado com muitas camadas distintas.
São sensíveis à poluição, sobrevivendo de bioindicadores de poluição, podendo indicar a qualidade do ar e até a quantidade de metais pesados em áreas industriais. Há tipos de liquens que são comestíveis, sendo assim fonte de alimento para alguns animais e há aqueles também que, devido a sua associação, são fixadores de nitrogênio, importantes para a nutrição do solo.

9. Classificação Taxonômica
Características:
Pigmentos
Clorofila: a maior parte dos dinoflagelados possuem clorofila A e C3, porém existem alguns incolores.
Carotenos: alfa e beta.
Xantofilas: cantaxantina, equinenona, fucoxantina, neofucoxantina, diatoxantina,diadinoxantina, dinoxantina, peridinina, pirroxantina.
Reserva: amido e óleo.
Flagelos: localizam-se dentro de dois sulcos, um rodeia a célula como um cinto, e outro é perpendicular ao primeiro. O batimento dos flagelos em seus respectivos sulcos faz o dinoflagelado rodopiar como um pião.
Parede celular: presente
Núcleo: dinocariota ou mesocariota, pois possui características bacterianas e também eucarióticas, os cromossomos estão sempre condensados, separando-se uns dos outros nos processos de divisão sem utilizar centrômeros e, ficam inseridos na membrana nuclear.
Placa teca: alguns autores definem a aparência de muitos dinoflagelados como “bizarra”, devido às placas celulósicas rígidas que formam uma parede (teca), a qual se assemelha a um estranho capacete ou parte de uma armadura antiga. As placas da parede estão em vesículas dentro da membrana plasmática e não extremamente como a parede celular da maioria das algas.



9.1 Reprodução

Bipartição simples: vegetativa por simples divisão celular.
Sexuada através da formação de gametas.
                                              

10. Considerações Finais
Mesmo sabendo que as algas possuem importância definida há um longo tempo, somente a partir da segunda guerra mundial, devido à necessidade de se obter outros recursos alimentares e medicinais, é que se expandiu a utilização das algas como alimentos e medicamentos. Cada espécie tem importância e conservação para o ser humano, com finalidade de manter o equilíbrio no ecossistema.

Referências Bibliográficas
Biologia Vegetal - Raven; Evert & Fichhrtro 2001 – Quinta Edição
 IDE, Aurora Leiko et al. Proposta de uma metodologia para ensino de algas na disciplina de microbiologia aplicada com uma abordagem interdisciplinar e globalizadora. 2012
TORGAN, Lezilda Crvalho. Floração de algas: composição e consequências. INSULA Revista de Botâtica, v. 19,p. 15-33, 2011.





Colaboradores:
Adrianne Pereira Carioca
Andreza Silva de Sena
Anne Souza Mota
Bárbara Suelen Ferreira de Castro
Daniella de Vasconcelos da Silva
Henrique Quaresma Guimarães
Hosana Silva de Almeida
Layelle Samantha Pinheiro Rosas
Ludmila Fernandes de Souza
Nataja Martins Santa
Nathaly Amécia Cavalcante Sales
Sabrina Seixas de Oliveira
Stephany Silva dos Santos
Suelen Lemos dos Santos